terça-feira, 1 de junho de 2010

História/Homenagem



Nao sei como começar a escrever o que quero muitas pessoas começam com a sua historia "Era uma vez ... " outras com perguntas retoricas que nao tem respostas por exemplo "Quem sou eu?" eu sinceramente nao sei. Apenas escrevo da forma que mais me da jeito, chamem'me criança o que quiserem pois eu acho'me honesta em afirmar as coisas que eu sinto .... Hoje finalmente me decidi em pegar no meu computador e no meu pequeno bloco de notas e escrever tudo que muitos nao sabem ou entao nem imaginam ... coisas que eu penso, coisas que por vezes escondo para mim mesma, sentimentos que guardei, etc ... Chamem'me maluca mas eu acho'me lucida por falar nelas, ja fiz muita porcaria, ja magoei mas hoje em dia tornei'me em algo de valor. Quando tinha 8 anos fui atraida pela minha avo a tocar piano, ouvi'la tocar so para mim trazia uma paz que nao sei explicar, tive necessidade de tambem aprender e tornar'me boa e mostrar a ela que tinha paixao pela musica, andava aos tropeçoes com as teclas, punha'me a imaginar que elas eram muito maiores para mim, e que umas simples maos de criança nao serviriam para nada, mas a minha avo com o seu ar carinhoso puxava'me sempre e dizia que eu nao podia nunca desistir, agarrei'me a musica com alma e paixao e finalmente aprendi das mais variadas musicas e a compor letras de musicas so para mim num pequeno caderno antigo da escola. Aos 13 anos era uma rebelde que so fazia dispara'te como todos naquela idade os meus pais tinham ataques, eu amava'os e amo mas naquela altura tinha uma revolta enorme pois o meu pai bebia e bebe incansavelmente, os meus olhos ao vê'lo consumir tal coisa enchem'se de lagrimas q como parte de mim o odiassem mas outra tivesse pena dele, revoltava o facto tambem de a minha mae me julgar inferior as outras meninas da altura pois elas eram bonitas, eram femininas, e faziam coisas de meninas .... mas eu nao ! Sou do contra eu vestia'me sempre de forma parecida aos rapazes, calça larga e a camisa quase maior que eu mas a verdade e que isso com o tempo muda muito o estilos de vestir, passava a vida com os rapazes a jogar à bola, entre outras coisas. Aos 15 anos surgiu algo nao planeado a doença fatal da minha avó, o meu mundo estava a cair num abismo profundo .... logo a pessoa que eu mais amava e amo a sofrer devido a uma doença fatal .... nao sei se ate ao fim sofreu, a minha avó nao se queixava mas sempre foi para mim aquela luzinha grande que eu tive e tenho presa no coraçao. Incrivel que a figura que tanto me lembro é eu estar com a cabeça no colo dela e estar a chorar com medo que ela me abandona-se naquele instante só me consigo lembrar ela a proferir "Eu nao te abandonarei..." palavras doces e cheias daquele tónico de amor de avó e neta ... Conto tudo isto porque e a saudade a falar mais alto que eu e escrevo porque faz'me pôr na alma tranquilidade, sinto a sua falta e verdade mas nada de me pode a trazer de volta .... onde quer que esteja eu sei que olha por mim .... AMO'TE AVÓ
Dedicado a Palmira Canhao

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